quarta-feira, 25 de junho de 2008

Painel 3 - Solubilidade, Lipoproteínas, Classificação das lipoproteínas, Transporte das lipoproteínas, O colesterol no sangue, Apoproteínas


Solubilidade




•Colesterol: Composto hidrofóbico.
• Transporte no plasma sanguíneo é feito através das lipoproteínas.
• É transportado na forma de colesterol puro e éster de colesterol.





Lipoproteínas













Lipoproteína é um conjunto de proteínas e lipídeos, arranjados de forma a otimizar o transporte dos lipídeos pelo plasma. Os lipídeos não se misturam facilmente com o plasma, que é um meio aquoso.
As proteinas da lipoproteínas são chamadas de
Apoproteínas.
Os lipídeos são principalmente o
Colesterol, os Triglicerídeos e os Fosfoglicerídeos.
São subdivididas em Quilomicrons, VLDL, IDL, LDL e HDL
Lipoproteína de alta densidade - HDL As HDL são pequenas partículas constituídas por cerca de 50% de proteína, especialmente Apo A I e II, e pouca quantidade de Apo C e Apo E, 20% de colesterol, 30% de triglicerídeos e traços de fosfolipídio. A HDL pode ser separada em duas subclasses principais: HDL 2 e HDL 3, que diferem em tamanho, densidade e composição, especialmente em relação ao tipo de apoproteínas. Cumprem o importante papel de levar o colesterol até o fígado diretamente ou transferindo ésteres de colesterol para outras lipoproteínas, especialmente as VLDL. É atribuído à fração HDL 2 o papel de proteção do desenvolvimento da arteriosclerose.
Lipoproteína de baixa densidade - LDL A LDL representa 50% da massa total de lipoproteínas circulantes. São partículas bem menores, tão pequenas, que mesmo quando em grande quantidade não são capazes de turvar o plasma. O colesterol representa metade da massa da LDL. Cerca de 25% são proteínas, especialmente. Apo B-100 e pequenas quantidades de Apo C; o restante é constituído de fosfolipídios e triglicerídeos. É a lipoproteína que mais carrega colesterol. Tem a função de transportá-lo para locais onde ele exerce uma função fisiológica, como por exemplo a síntese de esteróides. São, em sua maior parte, produzidas a partir das lipoproteínas VLDL. Sua concentração sérica guarda relação direta com o aumento do risco de aterogênese.
Lipoproteínas de Muito Baixa Densidade - VLDL São partículas grandes, porém menores do que as partículas dos quilomícrons produzidas no fígado. São constituídas por 50% de triglicerídeos, 40% de colesterol e fosfolipídios e 10% de proteínas, principalmente Apo B-100, Apo C e alguma Apo E. Têm como função o transporte dos triglicerídeos endógenos e do colesterol para os tecidos periféricos para serem armazenados ou utilizados como fonte de energia. Assim como os quilomícrons, são capazes de turvar o soro.
Quilomícrons São grandes partículas produzidas pelas células intestinais, compostas de cerca de 85 a 95% de triglicerídeos de origem da dieta (exógeno), pequena quantidade de colesterol livre e fosfolipídios e 1 a 2% de proteínas. Por sua proporção lipídio/proteína, os quilomícrons flutuam, dando ao plasma um aspecto leitoso, formando, ainda, sobre ele, uma camada cremosa, quando deixado em repouso.

Apoproteínas

Apoproteínas da série A


As apo A-I, A-II e A-IV são encontradas na HDL.
A-I e A-II são sintetizadas tanto no fígado quanto no intestino, mas a apo A-IV forma-se apenas no intestino.
A-I corresponde a 80% de toda a proteína das HDL e é essencial para a integridade dessas partículas.
Apo A-I ativa a LCAT (que esterifica colesterol). Quanto mais A-I, menor risco de aterosclerose.

Apoproteínas da série B

A apo B100 é produzida no fígado, onde é incorporada à VLDL.
É a única apoproteína da LDL. É indispensável à síntese e à montagem da VLDL. É o ligante para o receptor de LDL; este é uma proteína de superfície celular que fixa e internaliza a LDL. O domínio da apo B100 que funciona como ligante para o receptor para LDL é a seqüência situada entre os aminoácidos 3.200 e 3.600, uma região ausente na B48.
A apo B48 (quer dizer 48% do peso molecular da B100) é essencial à montagem e secreção dos quilomícrons ao nível dos intestinos. O gene que a gera é o mesmo da B100, o RNAm é o mesmo, mas o processamento deste é diferente: uma citidina (C) é trocada "propositalmente" por uridina (U) na base 6.666 do RNAm, gerando um códon sem sentido. O resultado (B48) é uma molécula com 48% dos aminoácidos da apo B100.



Apoproteínas da série C

São sintetizadas no fígado e estão em todas as lipoproteínas - menos na LDL.
Todas as apo C inibem a remoção dos remanescentes de quilomícrons e de VLDL pelo fígado.
A apo CII ativa a lipoproteína lipase (LPL), que digere (hidrolisa) os triglicerídeos (gordura) em quilomícrons e VLDL. Pessoas com déficit de CII exibem hipertrigliceridemia intensa. A apo CIII, ao contrário, inibe a LPL.


Apoproteína E

É sintetizada no fígado, neurônios, glia e macrófagos.
Ocorre em todas as lipoproteínas, com exceção da LDL. Participa da captação dessas lipoproteínas pelo fígado (via receptor para LDL).
Foram descritas a apo E2, E3 e E4, sendo que E2 é menos ativa. Ausência de apo E leva a aterosclerose precoce.


Apoproteína Lp (a)

É uma glicoproteína enorme, homóloga ao plasminogênio, sintetizada pelo fígado. No plasma, forma uma ligação covalente com a apo B100 das LDL, gerando uma nova lipoproteína, a Lp (a).
É a mais aterogênica das lipoproteínas, estando quase sempre muito elevada nos pacientes recentemente infartados.








A história do ateroma

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